5.4.17. O nosso programa foi eficaz e erradicamos a raiva canina de uma determinada zona. Como manter essa zona indene de raiva?

Uma vez concretizado o primeiro objetivo do projeto de controle da raiva (ou seja, a erradicação da raiva canina numa determinada zona), devem prosseguir os esforços para manter essa zona indene de raiva (fase de manutenção).

Recomenda-se a consulta das orientações da OIE e da OMS para as definições dos países ou regiões indenes da raiva, disponíveis aqui e aqui. É importante salientar que a definição da OIE de zonas indenes de raiva apenas é válida para o regime aplicável às importações e não se destina a orientar o tratamento pós-exposição ou outras decisões de saúde pública.

Uma região ou um país só é reconhecido como indene da raiva canina se as medidas adequadas de vigilância epidemiológica não revelarem animais infectados com o vírus da raiva canina. Uma vigilância adequada implica em submeter todos os animais suspeitos da doença ao diagnóstico laboratorial, como se descreve aqui, mas não se limita a esta ação.

Para manter uma zona indene da raiva, é necessário aplicar regulamentação eficaz em matéria de importação e quarentena tal como definido pelos organismos internacionais e explicado aqui.

Uma avaliação do risco que leve em conta a presença da raiva na fauna selvagem (incluindo a raiva dos morcegos), a prevalência de raiva canina nas zonas circundantes, a eficácia da regulamentação destinada à importação e a qualidade da vigilância, permitirá a tomada de decisões ponderadas sobre a necessidade de manter uma cobertura de vacinação canina elevada, uma vez que a região seja considerada indene para raiva. Por exemplo, a vacinação deve continuar nos centros de concentração dos transportes e nas áreas de fronteiras para assegurar zonas de tampão no início da fase de manutenção, prosseguindo ao mesmo tempo com uma vigilância intensa e desenvolvendo estratégias de resposta rápida (ou seja, vacinação de contenção) caso surjam novos casos.

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A exportação dos esforços de controle da raiva canina para as jurisdições vizinhas pode ser conseguida através de uma maior colaboração transfronteiriça que implique os ministérios e os organismos pertinentes e pode ser suportada por recursos à medida que estes sejam disponibilizados. Por exemplo, em KwaZulu-Natal foi constituído um grupo transfronteiriço de combate à raiva, composto por representantes dos territórios vizinhos (Moçambique, Suazilândia e Mpumalanga, província da África do Sul), no âmbito de um programa nacional de controle de raiva canina.

OMS = Organização Mundial de Saúde
OIE = Organização Mundial de Saúde Animal

WHO = World Health Organization

OIE = World Organization for Animal Health

WSPA = World Society for the Protection of Animals




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Segunda versão; última atualização em julho de 2013